Não sou fã de vodka — prefiro a boa e velha cerveja — mas acho que a “guerra das marcas” no mundo destilado é bem mais interessante que a tradicional “guerra das cervejas”, apesar das belas mulheres que as cervejas não conseguem tirar do seu cardápio publicitário. E convenhamos, a gente já sabe o que esperar de um comercial de cerveja!

Tomamos (no sentido de escolher, e não de beber!) a ABSOLUT VODKA por exemplo. Acho simplesmente sensacional uma vodka ter tantas opções de sabores — apesar de achar tudo igual — e tantas garrafas, cada uma mais linda que a outra. Dá tanta vontade de colecionar essas garrafas que eu tenho duas em casa, mesmo sem gostar de beber vodka. Até mesmo a garrafa da Sagatiba (não é vodka, é cachaça), que não tem um trabalho de marca tão intenso assim como a ABSOLUT VODKA, da vontade de ter em casa.
E o detalhe não está só na garrafa, está na comunicação da marca. Tudo bem que cerveja é barato, qualquer um (maior de 18 anos, claro) pode beber mesmo sendo um “pé-rapado” e as bebidas destiladas são mais caras. Mas para mim, isso não é desculpa para não fazer uma comunicação mais inteligente, mais criativa etc.
Bem, estou falando isso simplesmente porque vi um artigo no pristina.org sobre o projeto ABSOLUT BRASIL e achei sensacional!
Trata-se de um projeto onde artistas nacionais — Mooz, Colletivo, Nitrocorpz, Adhemas, Rubens LP, Nelson Leirner, Daniel Senise, Glauco Diogenes, Nando Costa, Marconi, Gui Borchert e Abiuro — apresentaram uma releitura da garrafa de vodka da marca inspirado na nossa cultura, com direito a exposição em São Paulo e tudo!

Putz, sensacional! Se for barato (eu sei que não é) eu compro todas essas garrafas! Isso sim é comunicação, pelo menos para mim!

